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PROFISSIONAL DE DEPARTAMENTO PESSOAL VALORIZAÇÃO E RECONHECIMENTO

Cadê o reconhecimento do profissional de Departamento Pessoal?

Profissional de Departamento Pessoal e sua Valorização e reconhecimento!

Uma profissão tão antiga, ou mais, do que aquelas apresentadas pós-CLT – Consolidação das Leis Trabalhistas – e ao mesmo tempo ainda não devidamente valorizada: este é o profissional do Departamento Pessoal.

O fato é que a área de Departamento Pessoal em muitas das vezes é apenas parte de um todo maior, sendo um setor acessório, do Departamento de Recursos Humanos. Será?

Em minha modesta opinião, era para ser diferente: o “DP” deveria ser um setor independente, ou de suporte diretamente a Diretoria.

Digamos que o setor de RH soube vender seu peixe, enquanto o Departamento Pessoal é considerado custos para algumas empresas.

Vejamos:

CRONOLOGIA DO RH

Década de 30 até década 90.

RH – Constituído por donos de empresas – “Manda quem pode, obedece quem tem Juízo”; muitas vezes expressão infelizmente hoje ainda utilizada por alguns empresários, do qual não fazem da tão importância como é o fator humano dentro de uma organização.

RH – Constituído por advogados – Especialistas em entender a Legislação, muitas vezes para não cumpri-las, principalmente com a chegada da CLT – Consolidação das Leis Trabalhistas;

RH – Constituído por engenheiros – Fase de industrialização do País, onde o RH se resume a estudo de tempo e movimento. Para as empresas o setor de Recursos Humanos não são pessoas mas sim processos;

RH – Filosofia “Paz e Amor” dos hippies – década perdida: Transformou-se o País em “Paz dos sindicatos e amor da polícia” Empresas descobrir o trabalho em equipe, e não fazem RH pensando em si, mas principalmente Sindicato Patronal e Sindicato dos empregados.

RH – Constituído por Administradores de empresas – Eles mediam o próprio poder pelo tamanho da estrutura que tinham que gerenciar, organogramas imensos e inchados.

RH – Constituído por Psicólogos: Descobridor das pessoas, porém incapaz de lidar com processos, Leis e Sindicatos ao mesmo tempo.

RH – Novas ideias e contradições – RH Mocinho X RH Bandido -Décadas das fusões e aquisições, terceirizações. Os profissionais de RH buscam muitas vezes equivocadamente metodologias para integrar pessoas, aliviar o stress, testar os limites e abrir cada ser humano por completo diante de seus colegas.

  • 1a. Década do Século XXI – Pensar o RH como agente e não mais como executor. Passa a fazer parte do protagonismo, e não mais de maneira acessória, nas decisões das empresas.

Fonte: Juliana Ricci

VALORIZAÇÃO:            Aumento do valor ou do preço de algo, em virtude de ter recebido aperfeiçoamento ou melhoria, em virtude de suas qualidades intrínsecas ou raridade, ou em virtude de estar em alta o valor ou o preço de seus similares. Valorização está atrelado ao Reconhecimento?

RECONHECIMENTO:      É todo retorno positivo sobre o comportamento ou trabalho do profissional em uma empresa. O reconhecimento pode ser em forma de elogios, bonificações, promoções etc. Os benefícios são: maior satisfação, aumento da produtividade e retenção de talentos

Nova leitura artigo publicado em abril/2016.

Enfim, e o Departamento Pessoal onde fica nessa história?

Alguns entendem que o Departamento Pessoal é uma área muito burocrática, e preferem se afastar, alguns têm a visão de um chefe de Departamento Pessoal carrancudo por detrás de uma mesa com amontoado de papeis.

Eis que, antes de adentramos no Reconhecimento do Profissional de DP, e verificando a cronologia acima, fico me perguntando onde me encaixo? Qual foi minha trajetória nesse período, um breve relato sobre minha carreira. 

Comecei jovem minha carreira, com 14 anos de idade, como muitos no interior naquela época, fui contratado para trabalhar em um escritório contábil, como office-boy, e com 3 meses fui promovido a Arquivista. Que maravilha! No setor de arquivo foi onde comecei a ter o primeiro contato com Guias do INSS, que na realidade nem era INSS, FGTS, com Folha de Pagamento, Recibos, e como se isso não bastasse, em menos de 01 ano lá estava eu trabalhando na área de Departamento Pessoal, digamos amor à primeira vista. Isso na distante década de 80, a partir daí, com vivência de 04 anos na área de Departamento Pessoal, em escritório de contabilidade, já conhecendo com segurança todos os trâmites legais, admito que ter trabalhado em um escritório contábil, foi uma excelente base de aprendizagem. A partir desse momento mesmo em idade militar, consegui uma colocação em uma grande empresa de transportes, isso tudo se passando no interior de São Paulo.

Ao ser entrevistado, à época por uma Psicóloga, para minha surpresa, nem sabia que naquela época isso era chamado de RH. Alguns parceiros do setor de departamento pessoal eram qualificados, somente para fazer um determinado serviço, enquanto que eu já realizada dentro do departamento pessoal várias atribuições – mas ainda assim, em virtude da segmentação dos serviços em uma grande empresa, fui contratado para trabalhar  somente Rescisões Contratuais – isso ainda com base na cronologia dos anos 70.

Para minha surpresa, constatei que muitos dos colegas de trabalho, mesmo oriundos da cidade grande, se surpreendiam ao ver que eu conhecia todos os processos do departamento pessoal. Eles diziam que com este conhecimento, na grande cidade eu seria bem remunerado. Fiquei com aquilo na cabeça, será verdade ou será ilusão?

Enfim, na década de 90 resolvi partir para a capital, em busca de novos conhecimentos, aperfeiçoamento e reconhecimento. Eis que ainda jovem, ainda que com profundos conhecimentos na área, porém sem uma faculdade, nível superior passava a ser fundamental nas contratações, encontrei certa dificuldade em colocação profissional.

Lembro que ao ser indicado por uma agência de emprego, por ter os requisitos que uma empresa precisava, experiência e vontade, porém fiquei na 2ª pergunta: a primeira era qual o meu nome, e a 2ª, se eu trabalhava sob pressão – na época do interior nem sabia qual era o significado de trabalhar sob pressão, e foi um espanto até para a empresa que me recrutou. Pois em alguns processos de recrutamento, eis que as empresas já estão solicitando pessoas que saibam trabalhar sob pressão. Mas nós que somos do DP, vivemos constantemente sob pressão, quer seja: empregados, clientes, Governo, prazos apertados, entre tantas outras atribuições do nosso dia-a-dia. Porém mesmo com dificuldades, busquei me formar em Administração de RH, hoje concluindo Pós em Departamento Pessoal, Pós em Direito do Trabalho, entre outras que pretendo cursar. Agora pergunto será que devemos esperar alguém nos reconhecer ou devemos nós buscarmos a nossa valorização e o nosso reconhecimento? Lembro-me que para ingressar como Professor, confesso que no ínicio não era meu objetivo, e sim transmitir um pouco do meu conhecimento, da minha experiência aos Jovens, onde comecei a lecionar como voluntariado em uma ONG. A partir deste momento, me apaixonei em poder transmitir e até os dias de hoje continuo atuando como Auditor Trabalhista e Professor de DP/ RH. 

Reconhecimento

Ato ou efeito de reconhecer, admitir como verdadeiro: reconhecimento de um direito. Lembrança de um benefício, gratidão por ele: testemunhar reconhecimento. Declaração, confissão: reconhecimento de uma falta.

Mas enfim trabalhar sob pressão gera algum desgaste físico, psicossocial, você profissional de DP já ouviu falar em Adicional de Penosidade ainda não, então leia esse artigo que traz em detalhes esse Adicional previsto em nossa Constituição Federal/88.    Clique aqui

Hoje me questiono: cadê o reconhecimento do profissional de Departamento Pessoal? Muito se fala em Recursos Humanos, mas muito pouco sobre o profissional do DP. Este profissional, no meu entendimento, se curvou diante do modismo e se calou por anos, sem ter seu devido reconhecimento.

Mas na prática sabemos que especialmente em pequenas empresas, é o profissional de Departamento Pessoal, que por muitas vezes acaba fazendo todo o trabalho de RH, sem saber que está fazendo RH.

Em meus cursos uma das perguntas que faço em qual setor que os participantes trabalham! Uma parte dos participantes mencionam que trabalham no RH, porém quando questionado quais suas atribuições no setor de RH, eis que ouço: Admissão, Rescisão, Folha de Pagamento, eis que questiono isso é RH ou é DP.

Aqui jamais menosprezando qualquer profissional, porém pelo simples fato devido ao fato de me posicionar e estar atuando em ambos as lados, RH, DP, realizando auditorias, me questiono: Um profissional de DP até consegue realizar as atribuições do profissional de RH, porém nem sempre o inverso é possível.

As faculdades hoje possuem curso tecnólogo de 02 anos, considerado nível superior, especificamente para Administração de Recursos Humanos, e pouco, ou quase nada, se ensina sobre Departamento Pessoal.

Acredito que seja o momento de mudanças, essa profissão tem que ter o seu devido reconhecimento e valor, saber do seu papel fundamental na organização, que esse profissional não seja visto somente como custo perante a empresa, e sim como um importante aliado em demandas legais voltadas à legislação trabalhista e previdenciária – e que a todo o momento sofrem profundas mudanças. Investir melhor na capacitação desses profissionais é o mínimo que as empresas têm que fazer.

Mudanças

Vejo com bons olhos as mudanças que estão por vir, determinadas por uma nova era da Informação, entre Governo – Empresa – Trabalhadores, conhecido como esocial, ou qualquer outro nome que venha a substitui-lo. O que na realidade é uma plataforma, um ambiente Nacional. É uma nova obrigação, e que desde algum tempo despertou-me um misto de espanto e perplexidade… Vejo empresas buscando no mercado, profissionais com conhecimento no esocial! Ou ainda diria Especialista no eSocial Como assim? Especialista, Generalista, Nexialista- Quem será o profissional do Futuro? 

Hoje podemos dizer que o eSocial é uma realidade para Profissional do DP/RH, juntamente com demais obrigações DCTF-WEB – EFD-REIND – PERD/COMP. Podemos mensurar como já visto anteriormente que o eSocial nada mais é que um Ambiente Nacional repleto de eventos e tabelas oriundos do sistema folha de Pagamento. 

No entanto por se tratar de uma plataforma, digamos sistema Ambiente Nacional onde são recepcionado os dados relativos a admissão, demissão e toda vida laboral do trabalhador na empresa, nesse sentido  o profissional deve ser reconhecido pela sua experiência e amplo conhecimento de Leis, procedimentos, pro atividade.

O esocial através de seus eventos / tabelas, dos quais as empresas  organizadas e cumpridora das normas e obrigações legais a que está sujeita, quer seja pelas Normas Constitucionais, prevista em nossa Constituição Federal (CF), seja pela legislação prevista na Consolidação Leis Trabalhistas (CLT), Legislação Previdenciárias,  seja pelas normais sindicais específicas de sua categoria, e claro, além das sumulas do TRT – TST – STF.

O que vejo nos cursos sobre esocial, muitas vezes por parte dos participantes é o total desconhecimento da nossa Legislação, e não somente do esocial, que é algo que a princípio assusta, tanto empresários ou quem quer que venha a ser usuário do sistema, o próprio profissional do Departamento Pessoal, além de outras áreas envolvidas como Medicina e Segurança do Trabalho.

Portanto penso que, as empresas em geral, não devam procurar por “especialistas em eSocial”, mas sim, profissionais com conhecimentos de legislação trabalhista e previdenciária, por profissional atualizado com Reforma Trabalhista, Lei da Liberdade Econômica, entre inúmeras outras atribuições dada ao profissional de DP.

Sabemos que boa parte das informações solicitados pela plataforma do Governo denominada até então de eSocial, já existe nos atuais sistemas de Folha de Pagamento, e o que se estuda é uma simplificação dos eventos relacionados no eSocial, porém sabemos que tais simplificações não podemos fugir da nossa realidade que é se fazer cumprir nossa Legislação.

As empresas estão querendo profissionais qualificados, não querem se dar o trabalho de ter que investir em capacitação/treinamentos, inclusive o que dispõe vejamos: “Art. 390-C. As empresas com mais de cem empregados, de ambos os sexos, deverão manter programas especiais de incentivos e aperfeiçoamento profissional da mão-de-obra. (Incluído pela Lei nº 9.799, de 1999)”,  e quanto a isso os profissionais de Departamento Pessoal acabam tendo que “arcar” com alguns custos para se profissionalizar e não perder oportunidades de trabalho.

Após alguns questionamentos, hoje começo a ver no Processo de Recrutamento e Seleção o  que sempre questionei, pois alguns Recrutadores ou empresas já querem profissional Treinado no sistema “Y” de folha de Pagamento, muitas vezes deixando de contratar um excelente profissional pelo simples fato de não conhecer o apertar uma tecla ou função que aquele sistema assim o exige. Todos os sistemas tem o mesmo objetivo, portanto cabe ao profissional analisar se as informações são procedentes e que o sistema esteja parametrizado corretamente. Fico feliz hoje em ver algumas empresas no processo de Recrutamento com a seguinte menção: Profissional com conhecimento no sistema “Y” será um diferencial e não mais apenas que será um fator determinante para a contratação.

Portanto, cabe ao profissional de Departamento pessoal começar a se movimentar, fazer com que seja reconhecido e respeitado, que seu papel, ou suas atribuições na empresa sejam estratégicos, e não meramente um custo.

Agora em outros aspectos, será que o profissional do DP precisa estar todos os dias na empresa, em especial quem trabalha em escritório de contabilidade ou empresas de BPO, ou o profissional de DP pode realizar suas tarefas por Tele-Trabalho ou Home Office, ou como será o profissional do DP Século XXI, em especial pós era Covid, possa realizar suas atribuições, ou será que ainda temos aquela antiga visão por parte de alguns empresários contadores) em que “olho do dono que engorda a boiada”, cadê a flexibilidade com responsabilidade, visitando os clientes e antecipando possíveis problemas, que com certeza minimiza muito seus serviços e não precisa ficar toda hora apagando incêndio. Quer saber mais sobre novas tendências de mercado de trabalho clique aqui

Mas como obter a Valorização, é somente monetária, o que as Faculdades tem feito em relação a esse profissional.

Aliás, quem sabe as Faculdades possam auxiliar neste processo de dar maior valor, e visibilidade a essa profissão. Por que não os cursos de tecnólogos em Departamento Pessoal, sabemos que algumas Faculdades estão com vagas para Pós Graduação em Departamento Pessoal, porém diante da demanda ainda é muito pouco a ser oferecido para este tão carente setor.

Afinal o profissional de DP precisa ser um pouco Administrador, Advogado, Contador, Psicólogo, e em especial saber interpretar as inúmeras mudanças em nossa Legislação.

Valorize-se hoje e Sempre!

Autor:

Hamilton Marin

out/2021

Vice-Presidente APDPRH-Associação dos Profissionais de Departamento Pessoal e Recursos Humanos

Revisão e Colaboração:

Silvia Cristina dos Santos

Diretora de Relacionamentos da APDPRH-Associação dos Profissionais de Departamento Pessoal e Recursos Humanos

Referências:

https://www.dicio.com.br/reconhecimento/

https://www.dicio.com.br/valorizacao/

Hamilton Marin

Hamilton Marin

Vice-Presidente da APDPRH – Associação dos Profissionais de Departamento Pessoal e Recursos Humanos, Diretor do Portal HMarin, formado em Administração Recursos Humanos, técnico Contábil, Pós-Graduando Educação à Distância, Pós-Graduando Direito do Trabalho, Pós Graduando Departamento Pessoal, coautor da obra: Auditoria Trabalhista com ênfase no e-Social, autor de vários artigos, professor há mais de 15 anos, ministrando cursos Departamento Pessoal, Recursos Humanos, Folha de Pagamento, e-Social. Lecionando no Sescon-SP – Senac – Segmenta - Contmatic Sistemas, Stillus Consultoria, Sincomavi, FIESP, entre outros Sindicatos, cursos In Company, e como voluntário na ONG Sergio Contente – Idepac.
Com mais de 30 anos de vivência prática em diversas empresas diretamente na área de Supervisão de Administração Pessoal e RH, com conhecimentos nas áreas de Faturamento, Estoque, Fiscal, Contábil, Comercial, Informática e Suprimentos.

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